segunda-feira, 28 de novembro de 2016

O Livro de Dinaer (A Guerra das Sombras #1)

Texto original publicado em: Aliadas Literárias


  • Autor: Jorge Tavares
  • Ano: 2006 / Páginas: 424
  • Idioma: Português 
  • Editora: Novo Século


      Há livros que sofrem de algo chamado Síndrome de Tolkien, uma busca por uma história original, que crie toda uma dinâmica nova, e geralmente com nomes de personagens difíceis de auxiliar. É uma grande empreitada, que nos tempos modernos, com outro tipo de velocidade narrativa em voga, é bastante difícil; e muitos autores caem na armadilha do excesso de informações dispensáveis.

O livro de Dinaer foi, no entanto, uma grata surpresa; apesar de ser um livro cujo inicio é pautado de um estranhamento e numa dificuldade de assimilar todo o contexto, depois que este é assimilado, a história torna-se bastante interessante e há, finalmente, um apelo maior aos personagens de forma a cativar o leitor.

Este é o primeiro livro de uma série de quatro, cada um contado por um narrador; no caso de Dinaer, o livro é narrado por Dinaer, uma poderosa divindade, que se apresenta à aquela que escreverá esta história, e ele parte por narrar o inicio de uma guerra contra a Terra das Sombras, que é também uma guerra dele próprio contra seu inimigo, o deus desta terra que é um império terrível que acabou dizimando praticamente todos os adoradores de Dinaer.

Para reaver seu poder na terra, Dinaer lança mão de um escolhido, que não sabe que é escolhido, Rairon, e não é o tipo de pessoa que está grata por ter sido escolhido, mas é levado pela força do destino à enfrentar a terra das sombras.

O livro tem um desenvolvimento bastante lento, porque pretende primeiro situar o leitor em todo o contexto histórico da narrativa, mas peca por esse período de contextualização ser longo demais, felizmente, Jorge Tavares corrige esse erro no meio do livro, tendo um foco maior no personagem principal, que não é uma pessoa muito fácil de se gostar, admito.

A história tem pontos fortes excelentes e é um livro que vale a pena ler até o fim.

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